Políticas culturais na Argentina: uma revisão no contexto do Instituto Nacional de Teatro e do Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais

Publicado 2019-09-25
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Política e cultura são forças em tensão constante que influenciam o campo da gerência e da produção artística. Esta tensão tem sido presente nos países latino-americanos, em especial na segunda metade do século XX quando a cultura ingressa como recurso nas órbitas do gerenciamento público. Sem ser alheios a esta questão, os gestores culturais, em específico os produtores de cinema e de artes cênicas, são agentes cuja atividade se vê estreitamente condicionada pelo interesse público. Com a intenção de realizar uma aproximação à relação entre cultura, identidade, política e sociedade, no presente escrito abordam-se as condições preliminares que contribuíram a que na década dos noventa do século XX Argentina tivesse seu Instituto Nacional de Teatro e seu Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais. O teatro e o cinema como espelhos de uma Argentina sempre cambiante são catalizadores do cultural que é um tema de permanente revisão. Desde a formação do Estado no século XIX, passando pela afluência imigratória europeia de começos do século XX, a qual trouxe com ela práticas sociais específicas, até os consumidores culturais omnívoros contemporâneos, a cultura é objeto de disputa constante. Neste sentido, aprofunda-se a abordagem incorporando algumas reflexões sobre os processos de censura e os projetos de produção cultural independente. O ponto alto deste percurso são as condições atuais de produção independente e os entrecruzamentos entre linguagens.

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